segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DEFENDAMOS A VIDA


Conferência Episcopal de Angola e São Tomé
C E A S T

Depois das três mensagens anteriores sobre o direito fundamental à vida (Inviolável direito à
vida, de 18 de Novembro de 2011; A Igreja ao serviço da vida, de 02 de Março de 2013, e o recente Comunicado, de 21 de Setembro de 2013), a nossa responsabilidade pastoral, o respeito pela vida, o amor à Pátria e ao nosso Continente Africano, berço da humanidade, obrigam-nos a fazer nossas as palavras de S. Paulo a Timóteo:« Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, pela Sua manifestação e pelo Seu reino: proclama a Palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta com toda a paciência e doutrina» (2 Tm 4, 1-2).
Não podemos manter-nos calados perante um problema de tão graves e irreparáveis consequências para a nossa Nação. Seria abdicarmos, não apenas da nossa responsabilidade de pastores, mas até da nossa própria fé em Deus, Autor e Senhor absoluto da vida.
1.      O aborto é contra a Lei Divina
A Sagrada Escritura diz claramente:  «Não matarás» (Dt 5, 17). «A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável à vida. » * . «Antes de te formar no ventre de tua mãe, Eu te escolhi, antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei» (Jer. 1, 5). «Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra (Sl. 139, 15).
Isto quer dizer que, desde a fecundação, desde o primeiro instante, estamos diante de uma vida humana independente, com o DNA próprio. Portanto, nenhuma criatura se pode arrogar o direito de suprimi-la sob qualquer pretexto. Por isso, os pais, amigos, educadores e profissionais de saúde, não devem aconselhar nem facilitar o aborto. Pelo contrário, devem encorajar a aceitação da nova vida, independentemente das circunstâncias em que tenha sido concebida.
2 . O aborto é contra a nossa identidade cultural
Como dissemos no nosso último comunicado, ele «constitui um desprezo pelos valores fundamentais da sociedade angolana, na diversidade dos seus povos». Para qualquer angolano, independentemente da sua religião, com ou sem o conhecimento do Evangelho, a vida é sempre sagrada e é o primeiro bem deste mundo. Por isso, qualquer ameaça contra a vida, desestabiliza radicalmente a nossa sociedade.


3. O aborto é uma ameaça à nossa existência
É por esta razão que dizemos que a eventual despenalização do aborto constituiria um atentado real à segurança nacional e à nossa sobrevivência como povo. De facto, como o afirmam os especialistas da política demográfica, «a procriação determina o futuro das nações».
Conscientes desta verdade, os potentados do mundo procuram a todo o custo ditar e ter o controle da natalidade dos povos, aliciando alguns sectores desatentos da sociedade, sob o pretexto de ajuda para o chamado desenvolvimento sustentável. É nisto que se enquadram, não raras vezes, as chamadas políticas de controle da natalidade, traduzidas eufemisticamente em despenalização do aborto ou em direito de saúde reprodutiva da mulher. É isto que queremos? Faltaríamos à memória histórica e cairíamos numa cumplicidade suicida.
Porque, se enveredarmos pelo caminho do aborto, não teremos capacidade de defender Angola, nem de desenvolvê-la. Viriam outros tomar conta dela.
Será que já esquecemos as tragédias que despovoaram a nossa Pátria querida? Queremos perpetuar a cultura de morte? Ou pretendemos que sejam outros povos a habitar Angola e a desfrutar a abundância dos seus invejáveis e cobiçados recursos?
           Não podemos nem devemos deixar que os outros determinem o nosso destino. As nações que optaram pela política abortiva, chamando-a de conquista das novas liberdades da pessoa humana, já se debatem com o problema de uma população cada vez mais envelhecida, sem perspectiva de rejuvenescimento. Nós já somos muito poucos.
Recordamos a todos que Angola é um país cristão desde há séculos. Por isso, espera-se que o Parlamento, eleito por larga maioria de cristãos e composto maioritariamente por crentes, cumpra o dever de respeitar a vontade dos seus votantes. Por este motivo, repetimos: nenhum cristão consciente da sua fé pode aprovar uma lei contra a vida, nem votar a favor daqueles que defendem a morte de inocentes.
À Virgem Maria, Mamã Maxima, que acolheu com fé Jesus Cristo, Filho de Deus, no seu ventre virginal, pedimos que nos obtenha a sabedoria e a coragem de defender a vida, sobretudo a dos frágeis e indefesos.




Luanda, 30 de Outubro 2013

Os Bispos de Angola e S. Tomé

sexta-feira, 12 de abril de 2013

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO - PÁSCOA 2013


Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, boa Páscoa! Boa Páscoa!
Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões...

Sobretudo queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia sempre vence!

Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar que sentido tenha este acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o fato de Jesus ter ressuscitado? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas parcelas de deserto que ainda existem no nosso coração. E isto é algo que o amor de Deus pode fazer.

Este mesmo amor pelo qual o Filho de Deus Se fez homem e prosseguiu até ao extremo no caminho da humildade e do dom de Si mesmo, até a morada dos mortos, ao abismo da separação de Deus, este mesmo amor misericordioso inundou de luz o corpo morto de Jesus e transfigurou-o, o fez passar à vida eterna. Jesus não voltou à vida que tinha antes, à vida terrena, mas entrou na vida gloriosa de Deus e o fez com a nossa humanidade, abrindo-nos um futuro de esperança.

Eis o que é a Páscoa: é o êxodo, a passagem do homem da escravidão do pecado, do mal, à liberdade do amor, do bem. Porque Deus é vida, somente vida, e a sua glória somos nós: o homem vivo (cf. Ireneu, Adversus haereses, 4, 20, 5-7).~

Amados irmãos e irmãs, Cristo morreu e ressuscitou de uma vez para sempre e para todos, mas a força da Ressurreição, esta passagem da escravidão do mal à liberdade do bem, deve realizar-se em todos os tempos, nos espaços concretos da nossa existência, na nossa vida de cada dia. Quantos desertos tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Sobretudo o deserto que existe dentro dele, quando falta o amor de Deus e ao próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e continua a dar. Mas a misericórdia de Deus pode fazer florir mesmo a terra mais árida, pode devolver a vida aos ossos ressequidos (cf. Ez 37, 1-14).

Eis, portanto, o convite que dirijo a todos: acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos quais Deus possa irrigar a terra, guardar a criação inteira e fazer florir a justiça e a paz.

E assim, a Jesus ressuscitado que transforma a morte em vida, peçamos para mudar o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz. Sim, Cristo é a nossa paz e, por seu intermédio, imploramos a paz para o mundo inteiro.

Paz para o Oriente Médio, especialmente entre israelitas e palestinos, que sentem dificuldade em encontrar a estrada da concórdia, a fim de que retomem, com coragem e disponibilidade, as negociações para pôr termo a um conflito que já dura há demasiado tempo. Paz no Iraque, para que cesse definitivamente toda a violência, e sobretudo para a amada Síria, para a sua população vítima do conflito e para os numerosos refugiados, que esperam ajuda e conforto. Já foi derramado tanto sangue… Quantos sofrimentos deverão ainda atravessar antes de se conseguir encontrar uma solução política para a crise?

Paz para a África, cenário ainda de sangrentos conflitos: no Mali, para que reencontre unidade e estabilidade; e na Nigéria, onde infelizmente não cessam os atentados, que ameaçam gravemente a vida de tantos inocentes, e onde não poucas pessoas, incluindo crianças, são mantidas como reféns por grupos terroristas. Paz no leste da República Democrática do Congo e na República Centro-Africana, onde muitos se vêem forçados a deixar as suas casas e vivem ainda no medo.

Paz para a Ásia, sobretudo na península coreana, para que sejam superadas as divergências e amadureça um renovado espírito de reconciliação.
Paz para o mundo inteiro, ainda tão dividido pela ganância de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família – um egoísmo que faz continuar o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um. O tráfico de pessoas é realmente a escravatura mais extensa neste século vinte e um! Paz para todo o mundo dilacerado pela violência ligada ao narcotráfico e por uma iníqua exploração dos recursos naturais. Paz para esta nossa Terra! Jesus ressuscitado leve conforto a quem é vítima das calamidades naturais e nos torne guardiões responsáveis da criação.

Amados irmãos e irmãs, originários de Roma ou de qualquer parte do mundo, a todos vós que me ouvis, dirijo este convite do Salmo 117: «Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterno o seu amor. Diga a casa de Israel: É eterno o seu amor» (vv. 1-2).

Palavras depois da bênção
Queridos irmãos e irmãs, a vós aqui reunidos de todos os cantos do mundo nesta Praça, coração da cristandade, e a todos vós que estais conectados através dos meios de comunicação, renovo o meu voto: Feliz Páscoa!
Levai às vossas famílias e aos vossos Países a mensagem de alegria, de esperança e de paz, que a cada ano, neste dia, se renova com vigor.
O Senhor ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, seja o amparo para todos, especialmente para os mais frágeis e necessitados. Obrigado pela vossa presença e pelo testemunho da vossa fé. Uma lembrança e um agradecimento especial pelo dom das belíssimas flores, que provêm dos Países Baixos. A todos repito com afeto: Que Cristo ressuscitado guie a todos vós e à humanidade inteira pelos caminhos de justiça, de amor e de paz.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Páscoa, ontem e hoje


A alegre notícia da ressurreição de Jesus, proclamada na madrugada daquele primeiro domingo de Páscoa, continua a ser solenemente celebrada por toda a Igreja na Vigília Pascal de cada ano. E cada Eucaristia  que é a celebração do mistério pascal de Cristo, é também a celebração da Páscoa, e pode por isso ser chamada «pequena Páscoa». Pequena não no sentido da importância do mistério celebrado, mas só na solenidade com que ele é celebrado. A maior celebração da nossa fé, aquela que deve ser celebrada com maior solenidade é, de facto, a Vigília Pascal, a mãe de todas as celebrações, pois a Páscoa é o mistério central do Cristianismo. 

A Páscoa é a grande celebração da vitória total e definitiva de Jesus Cristo sobre o pecado e sobre a morte. Páscoa dá-nos a garantia de que o Paraíso existe mesmo, e de que ele é realmente a nossa promessa e o nosso futuro.

Páscoa é uma mensagem de Amor. Do amor divino de Deus nosso Pai, que nos oferece Jesus Ressuscitado como a verdadeira fonte de amor e de vida. Num mundo onde há tantas injustiças, ódios e guerras, onde a violência e o abuso do poder produzem tanto mal, é necessário que nós cristãos proclamemos a alegre notícia de que Jesus Ressuscitado é o verdadeiro segredo do amor que conduz à vida e à felicidade.

Páscoa é uma mensagem de Esperança. Num mundo onde há tantos irmãos nossos, de todas as culturas e religiões, mergulhados no desespero, sem horizontes na vida, e tantos jovens tristes e frustrados porque não têm emprego e não vêem perspectivas de um futuro melhor, é urgente proclamar que Jesus Ressuscitado é a verdadeira fonte da vida e do optimismo.

Páscoa é uma mensagem de Fraternidade. Num mundo onde há tanto egoísmo e individualismo, falta de verdade e abuso dos direitos fundamentais do ser humano, é necessário proclamar Jesus Ressuscitado como a verdadeira fonte da fraternidade, comunhão e harmonia.

Páscoa é uma mensagem de Alegria. Num mundo onde há tanta infelicidade, tanta solidão, tanta tristeza, é urgente proclamar Jesus Ressuscitado como a fonte da autêntica alegria e da paz interior.

E Páscoa é também uma mensagem de Vida Eterna. Uma vida que é participação da vida divina, que já começa aqui, que deve dar «sabor e sentido» à nossa existência do dia-a-dia, e que é a nossa promessa e realidade futura depois desta nossa viagem terrena.

Aleluia! Jesus ressuscitou! Ele está vivo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Lançamento da 3.ª Edição da Revista Kambas da Paz

Caro jovem, brevemente sairá a mais recente edição da revista que fala a nossa linguagem, veste-se como nós, anda como a gente e mais do que isso é nossa amiga, pois connosco caminha de mãos dadas. E desta vez vamos celebrar o dia dos namorados.


Boa Leitura!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

NATAL JOVEM 2012 – Iª EDIÇÃO


Lema: “Com Deus menino, reavivemos a nossa fé!”
Paz e bem!
Queiram receber os nossos melhores cumprimentos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Comissão Paroquial Juvenil, serve-se da presente para convidar à todos a participar da Iª Edição do Natal Jovem, a ter lugar no dia 29 de Dezembro , no centro de Nossa Senhora de Fátima.
Com o objectivo de reunir os jovem em torno de Jesus menino que deseja nascer em cada um de nós e louvar ao Senhor pelo nacimento de seu filho por intermédio da música sacra, a referida actividade terá o seguinte programa:
08h00 – Concentração (Acolhimento dos jovens)
09h00 – Missa
12h00 – Almoço de confraternização
14h00 – Tarde recreativa (Iª Edição do Festival da Canção Nossa Senhora da Paz - Canções de Natal)

OBS: Vide as informações adicionais em anexo.

CPJ, em Luanda, 01 de Novembro de 2012

NATAL JOVEM 2012 – Iª EDIÇÃO
Tema:
Família, Viveiro da Fé.
Lema:
“Com Deus menino, reavivemos a nossa fé!”
Divisão de Tarefas
Liturgia
1-    Grupo Coral e Salmo - Centro de Nossa Senhora de Fátima.
2-    1ª leitura – São Mateus.
3-    2ª Leitura e Oração do Fiéis – Nª Srª da Paz.
4-    Acolhimento – Santa Isabel.
5-    Ofertório – OMP mais 6 jovem por Comissão Juvenil.
6-    Acolitado e Protecção da Eucarístia com as respectivas comissões paroquiais.
Tarde Recreativa
Critérios de avaliação:
A.   Letra
B.   Indumentária
C.   Harmonia
D.   Tempo
E.   Posição em palco

Coordenadores da actividade: Filipe, Alzira e Desidério.

**A COMISSÃO**